Dirceu, um “menino maluquinho”, louco por risadas

dezembro 4, 2009 às 19:20 | Publicado em Histórias Embrapianas, Tudo | Deixe um comentário

Por Cristiane Betemps 

Dirceu vê no colega Antonio Flávio um aliado do seu time em fazer brincadeiras

 

 

 Ao tentar resgatar que figuras poderiam representar os mais divertidos do 29º. Embrapa Sul, de cara percebi as manifestações do Dirceu Rebechi, da delegação da EmbrapaTrigo, de Passo Fundo. Também suas características, logo, foram apontadas pelos próprios colegas.  Ao se auto definir, o funcionário da região central do Estado do Rio Grande do Sul falou ser um “xarope de carteirinha”, o que acho melhor dizer, um “xarope com bula médica”, o que faz com que ele mesmo diga: 

- Tem dias, que nem eu mesmo me agüento, de tão chato e brincalhão que sou. 

Para explicar esse talento, Dirceu filosofa diante de explicações de psicólogos conhecidos: 

- Todo mundo tem uma criança adormecida dentro de si, alguns a colocam para fora e outros, não. 

Algumas pessoas falam que todo o brincalhão acaba, às vezes, estragando a brincadeira, então Dirceu conta que já teve casos de não gostarem de suas “tiradas” e ficarem uns quatro a cinco meses com relações estremecidas entre amigos e conhecidos. 

Assim, para saber onde fica o limiar da brincadeira e do respeito, Dirceu fala que é preciso de vez em quando “crescer” e medir o tamanho dessas traquinagens, pois tem dois filhos, e vê o exemplo dos pais como formação importante para gerações futuras. 

É também sabido e experimentado que muitos perfis como o Dirceu em muitas ocasiões não são levados à sério. Então, disparei: 

- Quando tu sais do sério, ou na verdade, da brincadeira? 

- É difícil, mas quando falo uma, duas, três, quatro vezes e nada se faz! Aí eu fico sério!, em seguida, lembra o inusitado Dirceu. 

Ao desempenhar diferentes papéis sociais, Dirceu conta que procura ser o mesmo na Embrapa e em casa, com os amigos. “Rir bastante é o melhor meio de conseguir tornar os compromissos do dia a dia mais leves, mas eu brinco de maneira saudável”, analisa Dirceu. 

Mas, para quem ri tanto, há uma dúvida: homem também chora? 

Sem exitar Dirceu fala que sim, e muito. “A gente chora de alegria, chora também de tristeza”, revelou. Na sua avaliação, por suas características, é claro que é mais fácil rir, mas chorar também faz parte da sua vida. 

Encantada com a riqueza da personalidade do Dirceu, provoquei-o: 

- Então a idade cronológica do Dirceu é 39 anos. Se tivesse que definir, a idade da sua personalidade, você diria? 

- Com certeza, 14 anos, não mais do que isso!, definiu o menino traquino que mais lembra a figura do “Menino Maluquinho”, da literatura de Ziraldo.

Geração conhecida

dezembro 4, 2009 às 17:14 | Publicado em Histórias Embrapianas, Tudo | 1 Comentário

Família unida reforca importância do Embrapa Sul - Foto: Adão Nogues

Por Cristiane Betemps

Entre as passagens nos corredores e principalmente nas quadras, não é impossível encontrar algumas semelhanças nos rostos, no jeito de falar, ou até mesmo na habilidade de jogar. São a nova geração de filhos de funcionários, que começam a ocupar a composição das grades dos jogos do 29º Embrapa Sul e que, alguns, também preenchem vagas na Empresa.

No centro de convivência, uma área de 1.200 metros quadrados, exclusivamente preparada para o jogos de integração, cercada por vontade de participar, não foi difícil buscar essa familiaridade.

Em Pelotas

Na delegação da Embrapa Clima Temperado encontramos alguns exemplos como a Liana Teixeira, filha da Mara Longo, que se destaca na equipe do voleibol misto. Na turma do futebol de campo livre, o Leandro Aquino, filho do assessor administrativo Sérgio Aquino. Usando a camiseta do time, também avistamos o Rafael Porto, filho do Vitor Hugo Porto. Já na rústica, Ivan Almeida é acompanhado lado a lado no percurso pelo pequeno Vítor Almeida, de 1,96 de altura. Observando todos os detalhes do evento, criando paginas eletronicas e organizando as informações do Sistema de Divulgação Resultados, o Cristóvão Pereira, filho do Josué Pereira.

Em Bagé

Na delegação da Embrapa Pecuária Sul, a treinadora do time de voleibol misto, Marcele Patron é filha do funcionário Paulo Lewi Godoy Patron, que não deixa escapar os pitacos no desempenho do pai durante as partidas do futebol. Ele para fazer uma moral, logo salta:

- Quem tá de fora, vê melhor!

Integrando o time de voleibol, que vem demonstrando garra nas disputas, achamos também a Adrielli Freitas, filha do Altair Freitas.

Em Concórdia

Outra dupla que engrossa a família, são as meninas Tainá Klein e Cíntia Kopsel da delegação da Embrapa Suínos e Aves. Elas jogam na modalidade de voleibol misto e são filhas dos funcionários Édio Klein e Ângelo Kopsel.

Em Londrina

O super paizão João Ribeiro de Macedo, o “Bola”, da delegação da Embrapa Soja, que se desdobra em participação em várias modalidades do EmbrapaSul, confessa estar orgulhoso com a presença das filhas Bianca e Beatriz Romero de Almeida, no voleibol misto. João mostra otimismo às novatas desportistas, pois conquistou o primeiro lugar na pesca masculina.

Enfim, o que não faltam ao 29º. EmbrapaSul são laços estreitos de amizade, típicos de uma família, que vão muito mais além do que descendência e vínculos sanguíneos. Pois, a família que se constrói durante o evento, se quisermos, pode também ser para toda a vida.

Gente transforma a história do Embrapa Sul

dezembro 3, 2009 às 18:57 | Publicado em Histórias Embrapianas, Tudo | Deixe um comentário

Por Adão Nogues

Por Cristiane Betemps

O futebol de campo sênior da Embrapa Clima Temperado, conta até esta edição, com um único integrante que participa desde o primeiro EmbrapaSul, do ano de 1976. É o João Carlos Madail, que faz uma retrospectiva nos jogos vividos pelo time de Pelotas, acompanhado pelo Delmar Medeiros, que até os últimos encontros, ainda, participava do evento. Agora, como se diz na modalidade: aposentou as chuteiras.

Madail sempre fez frente às posições de meio de campo e lateral, mas tem na lembrança, assoprada pelo Delmar, as conquistas mais marcantes do certame. Nos anos 80, a vitória na Embrapa Suínos e Aves (Concórdia, SC) e nos anos 90, na Embrapa Uva e Vinho(Bento Gonçalves). “Essas vitórias foram inesquecíveis por que ganhamos em todas as modalidades os primeiros lugares. Isso foi extraordinário”, comentaram os dois veteranos. Depois, lembraram da representações dos dois atletas, Madail e Delmar, no EmbrapaBrasil, em Salvador, no ínicio dos anos 2000, quando o time da região Sul também foi campeão.

“Esta é a minha despedida no EmbrapaSul, pois me aposento em 2012”, fala saudoso Madail. Mas, algo interessante chama a atenção do jogador, é a renovação na Empresa que tem influência direta na composição das equipes no próprio evento. “Agora, mesmo, o Sergio Aquino, da nossa Unidade, que até pouco tempo fazia parte do time de futebolde campo livre, chega para ocupar posição no sênior, e no lugar dele, veste a camisa da Embrapa Clima Temperado, o Leandro, seu filho”, constata Madail, sem ver que o tempo urge, e que os tempos são outros.
Mas, ao deixar “cair a ficha”, que tempo passa fala:

- Olha, Delmar, quem tu vê de conhecido aqui do nosso tempo? Acho que dá para contar uma mão. No almoço, eu vi um mar de gente das delegações, todo mundo desconhecido.

É, Madail e Delmar, até pode ser que vocês não reconheçam muitos dos participantes e atletas, mas com certeza são referências de história no Embrapa Sul para toda essa gente nova que está chegando para engrossar o time: Sejam bem-vindos, Alex, Rafael, Alexandre, Leandro! E muitos outros, que virão fazer as cores do time de Pelotas vibrar mais forte nos próximos Embrapa Sul.

Chega casal do interior para divertir o EmbrapaSul

dezembro 3, 2009 às 18:43 | Publicado em Histórias Embrapianas, Tudo | Deixe um comentário

Por Adão Nogues

Por Cristiane Betemps

“Deixa eu ver a terra embaixo das unhas? Se tem é porque é bom partido”. Assim aborda desesperada por um marido, Pafúncia, que tem como cúmplice a companhia de seu primo Jorjão, um casal que vem bem de lá do interior de Pelotas para divertir o 29º. EmbrapaSul. “A gente está procurando divertir os participantes, mas tem muitos que estão se envolvendo na brincadeira, tirando “onda”, e estão nos divertindo muito mais, do que nós a eles”, concordam os personagens.

As brincadeiras são tantas, que o casal se sente íntimo das delegações. Até o pessoal da Unimed não escapou aos olhos da Pafúncia. “Oh moço, aí charmosão, tô precisando medir minha depressão”, brincou a extrovertida personagem. Quando estiveram participando dos jogos de futebol de campo, a equipe sênior, da Embrapa Clima Temperado também ganhou a atenção. O Rui Madruga e o Sergio Antonio Silva, o “Tuninho”, também foram envolvidos pelas estratégias caçadoras de marido de Pafúncia: “Ei, bonitões, conheço vocês do programa de TV Terra Sul, não estão querendo uma massagem antes da partida?”, logo, foi tornando-se confiável a Pafúncia.

Entre tantas situações hilárias, tem aquelas pessoas que ao serem abordadas se afastaram, mas Pafúncia e Jorjão não se incomodaram, pois não faltaram muitas poses para fotos, e ainda, a criançada que sempre tem os recebido com boa acolhida.

Na verdade, Pafúncia e Jorjão são Rossana Viégas Damé e Clevi Reis, acadêmicos do Curso de Teatro da UFPel e do grupo de teatro Fuxico, de Pelotas. Eles estão personificados em homem e mulher do campo para mostrar aos participantes dos jogos a importância desses público para Embrapa. “ Sem o homem do campo não existiriam as pesquisas, sem a pesquisa não existiriam melhorias para o próprio homem do campo”, ensina sabiamente Pafúncia.

Pafúncia diz a Rossana, que ao assumir um e outro papel o mais significativo é poder realizar essa interação com as pessoas, mas avisa que na vida real não está à procura de marido. Isso, já não é bem o caso de Clevi, que diz ao Jorjão, que quer uma namorada na vida real, e que o teatro é uma das coisas mais importantes na sua vida. “É um trabalho que nos faz viver a vida de maneira agradável, mas como todo o trabalho também tem seu lado de dedicação, de cansaço e de dificuldades, mais isso, a gente vai trabalhando com as emoções”, justifica Jorjão=Clevi.

Pafúncia e Jorjão estão participando pela primeira vez do EmbrapaSul. Já estiveram envolvidos com a Embrapa Clima Temperado, através do projeto da Avicultura Colonial. Eles ficam até sábado, e inesperadamente, vão fazer muitas histórias pelo centro de convivência. Vocês verão, e eu, também.

Uma lua-de-mel diferenciada

dezembro 2, 2009 às 22:08 | Publicado em Histórias Embrapianas, Tudo | Deixe um comentário

José Ailton é funcionário da Embrapa e Giusa, enfermeira

Pra quem duvida que o EmbrapaSul possa ser um local escolhido para curtir uma lua-de-mel está totalmente enganado. Pois, o funcionário José Ailton Silva, o “Cadeia” e sua esposa Giusa Silva, da delegação da Embrapa Soja, de Londrina(PR) coincidentemente estão há cinco dias casados. Para eles, que após 30 anos, se reencontraram para viver um amor de juventude, os jogos de integração terão um significado um tanto especial em suas vidas. Além disso, contaram estar experimentando pela primeira vez a participação no evento. “Queremos participar todos os anos, e nossa lua-de-mel também encaixou com nossos planos, pois daqui, ficamos alguns dias em Camboriú (SC) para curtimos um ao outro mais um pouco”, contou o casal José Ailton e Giusa.

Quanto a simpatia e a vivacidade da Giusa, que vai participar da equipe do vôlei no certame, disse: – Eu não vou jogar, eu vou mesmo é me divertir no jogo! Com uma risada gostosa e acolhedora, respondeu a alegre participante.
Qual a motivação deles? Excluindo as 23 horas de ônibus para chegar até Pelotas, o casamento é a boa razão que traz luz para os olhos de cada um e o sabor de construir uma vida nova. Mas, Giusa, que é técnica de enfermagem num dos maiores hospitais de Londrina, confessa e ensina: – Depois de passar 36 horas acordada convivendo com situações difíceis, tristezas e dor, sinto que o melhor que eu posso fazer é viver intensamente, sorrir muito e não deixar que nada tire essa energia ao meu redor e de quem estiver comigo.

Assim como a Giusa, o 29ª. EmbrapaSul quer que todos sintam vontade de viver se espelhando na participação e no melhor que cada um puder dar para fazer este um evento grande, grande em confraternização.

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